sexta-feira, 7 de outubro de 2011

OUTUBRO - A IGREJA EM MISSÃO...

Maria: Discipula Missionária de Jesus Cristo

"Fazei tudo o que Ele vos disser" (Jo 2,5)
Na Bíblia, todos os evangelistas, de acordo com a realidade da sua comunidade de fé, apresentam um retrato de Maria. Mas, todos eles nos apresentam Maria como Discípula e Mensageira do Evangelho. Vamos voltar nossa atençao para Maria que é nossa mestra e modelo de discipulado, para que sejamos bons discípulos e mensageiros da Boa Nova de Jesus.
Marcos apresenta um retrato de Maria convidada para entrar na escola do seguimento de Jesus (Mc 9,7) e a proclamar a sua fé com valentia (Mc 6,7. 13; 16,15). Logo depois de escolher os doze, Jesus sobe a montanha, lugar do encontro com o Pai, e aí cria uma nova família, a família dos seguidores, inclusive Maria, sua mae é convidada a fazer parte deste discipulado tornando-se uma "peregrina da fé".
Mateus destaca Maria como mulher descendente do povo de Deus e sua açao é colaborar no cumprimento das Escrituras. "Eis que a virgem conceberá e dará a luz um filho" (Is 7,14). Ela, mesmo no seu silencio, tem uma missao especial a favor de Jesus, o Salvador do povo. Maria aparece como aquela mulher que vive plenamente o seguimento a Jesus e é fiel as exigencias feitas por Ele: Maria ama a Jesus acima de tudo (Mt 10,37), Ela acompanha o Filho em todos os momentos, mesmo que lhe custe dor e sofrimento (Mt 10,38). Maria é capaz de perder tudo para manter-se unida a Jesus (Mt 10,39). Maria, com sua vida, sua obediencia e sua proximidade junto a seu Filho, é a perfeita discípula e modelo de seguimento para todos nós.
Lucas apresenta outro retrato. Nele, Maria é uma mulher ativa, comprometida, que se oferece livremente para colaborar no plano da salvaçao sentindo-se, ela mesma, discípula e serva do Senhor. Mulher disposta a servir e a anunciar a Boa nova da Salvaçao. Maria representa o povo de Israel que espera o Libertador. Ela é jovem, virgem, cheia de graça e com uma fé parecida com a fé de Abraao. Sua figura inicia o povo novo de Deus. Maria é a primeira a dar o seu sim para que o projeto de Deus aconteça. Mulher de oraçao, que cultiva uma sadia vida interior. Ela guarda e medita os acontecimentos no coraçao (cf. Lc 2,19-52). É terra boa que acolhe a semente e faz produzir frutos. Por isso Maria é também mulher missionária que abre caminho em meio as dificuldades.
Joao destaca a presença de Maria no início e no final do Evangelho. Ela é sempre chamada de "Mae de Jesus" e tratada como "mulher". Nas Bodas de Caná, Maria é mulher atenta as necessidades. Ela percebe a falta de vinho e toma providencia. É mulher de iniciativa. Com esta atitude, Maria mostra que a Igreja precisa de pessoas com iniciativa, capazes de perceber as necessidades do povo e dispostos a fazer tudo o que Jesus mandar. No final do Evangelho, Maria aparece junto a cruz de Jesus. É mulher forte que fica de pé diante da cruz. Aí, Maria é encomendada aos cuidados do discípulo e o discípulo encomendado aos cuidados da mulher. Maria recebe a missao de ser a mae da comunidade de Jesus, mae de todos aqueles e aquelas que acolhem e vivem a Palavra de Deus. Maria é a Mae de Jesus e a Mae da Igreja.
 Na memória de Santo Afonso: Maria, a Imaculada Conceiçao, é a nossa garantia de tudo aquilo que a Copiosa Redençao consegue realizar numa criatura humana que se deixa amar por Deus, como Ele nos quer amar. Ela é, ao mesmo tempo, nossa Medianeira, isto é, aquela que nos ajuda a dar uma resposta de amor ao amor infinito que Deus tem por nós. Maria é a nossa maior e melhor resposta de amor a seu Filho. Eis um aspecto importante da Mariologia alfonsiana, que é essencialmente cristocentrica. Nao é uma devoçao a parte, mas integra-se totalmente no mistério da Copiosa Redençao.
O mistério da Encarnaçao está indissoluvelmente li­gado ao mistério de Maria. Ao “Ecce ancilla Domini” de Maria (Lc 1,38) corres­ponde o “Ecce venio...” do Filho (Hb 10,7). Por este Sim, Maria fica envolvida historicamente com o mistério da Redençao, em íntima relaçao com o Pai, o Verbo e o Espírito. Ela é a primeira a experi­mentar dentro de si a revelaçao como mistério de amor e de ternura divina, uma ter­nura que se manifesta como uma grande e bonita novidade (Boa Nova), capaz de libertar e de encher de amor. Afonso ima­gina Maria ninando Jesus e sussurrando-lhe: “Meu Filho, meu Deus, meu querido tesouro, tu dormes e eu morro diante de tamanha beleza. Dormindo, meu Bem, nao olhas para tua Mae; mas, o teu suspiro é como um fogo para mim...” (Cançao de S. Afonso: Calaram os céus...). A relaçao en­tre o humano e o divino revela-se como ternura total, desde o início: “Calou-se Maria e apertando a criança ao peito, deu um beijo naquele rosto divino...” (supra cit.). Afonso, ansioso por participar dessa comunicaçao de amor, completa, referindo-se a Mae e ao Menino: “Se tarde vos amei, Belezas divinas, agora por vós arderei sem fim. O Filho e a Mae, a Mae com o Fi­lho, a Rosa com o Lírio, é o que a minha alma deseja. A Planta com o Fruto, o Fruto com a Flor, serao o meu amor e ninguém mais amarei.”(supra cit.)
Maria é a Memória viva do Cristo humano. Ela vivenciou a Ké­nosis do Filho de Deus passo-a-passo com a existencia de Je­sus. É a que está mais próxima do Filho, por isso, mais do que ninguém pode interceder junto a Ele por nós. É claro para Afonso o papel de Maria como caminho para chegar a uma verda­deira resposta de amor a Jesus. Ela é a certeza de que a copiosa Redençao pode reali­zar-se de fato na vida de um ser humano. Maria atingiu o ápice da resposta humana ao amor de Deus em Jesus. Por isso, sua glória é nossa esperança. Sua in­tercessao é nossa garan­tia de misericórdia infinita por parte de seu Filho. Sua ter­nura de Mae nos leva pelo caminho da experien­cia afetiva de Deus. Contemplá-la e admirá-la é proclamar que a copiosa Re­dençao nao é uma utopia inacessível.
A mediaçao de Maria é invocada para que nos faça participar da copiosa Redençao de seu Filho e, principalmente, para que nos ajude a dar uma resposta de amor: "Ó Maria, minha Esperança, se seu amo pouco o teu Jesus, nao te aborreças; ama-o tu por mim, se seu nao o sei amar.” (Tu scendi)... "Ei! nao te esqueças de mim, pecador; faz que meu coraçao ame quem sempre me amou.” (Evviva Maria: Sulla morte de Maria).
A centralidade cristológica da Mariologia de Afonso nao permite que isolemos Maria num devocionismo apenas emocional: "Ó Mae poderosa, todos sabem que nada te nega Jesus; faz tudo o que mandas e tudo o que queres. Ó Mae de amor, obtem para o meu coraçao, que ingrato pecou, amor ao meu Deus, que tanto me amou.” (Cançao: A Maria, nossa Mae). Sua ter­nura de Mae nos leva pelo caminho da experien­cia afetiva de Deus, que longe de representar uma compensaçao as nossas carencias afetivas, nos conduz a plenitude do amor humano e divino, aquele que é eterno, porque se enraíza na própria natureza do nosso Deus. Contemplá-la e admirá-la é proclamar que a copiosa Re­dençao nao é uma utopia inacessí­vel. Com toda a razao, podemos cantar a Maria: "Ó bela minha Esperança, meu doce amor, Maria, tu és a minha vida, a minha paz és tu... já que o meu coraçao, Maria, é teu e nao mais é meu; toma-o e dá-lo a Deus, que eu já nao o quero mais "(Cançao: A Maria nossa Esperança).” Maria, eu confio muito em vossa intercessao. Minha Rainha fazei que eu ame a Jesus Cristo e também a vós, minha mae e minha esperança!".(PAGC c.IV,Oraçao) (O texto supra citado foi utilizado pelo Pe José Ulysses da Silva, CSSR em nosso retiro provincial no março de 2008 em Londrina)
Pelo Documento de Aparecida: Aprofundando proponho alguns pontos para a reflexao e oraçao pessoal a partir do verbete “Maria” no Dicionário de Aparecida publicado pela Paulus Editora.
No DA, “Maria é a grande missionária, continuadora da missao de seu Filho e formadora de missionários” (DA 269, cf. 320). É um modelo do “seguimento de Cristo” (DA 270) e uma “escola de fé destinada a nos conduzir e a nos fortalecer no caminho que conduz ao Criador do céu e da terra” (DA 270)
“A Virgem Maria é a imagem esplendida da conformaçao ao projeto trinitário que se cumpre em Cristo (...) e que a plenitude de nossa liberdade está na resposta positiva que lhe damos” (DA 141) Com Maria “chega a cumprimento a esperança dos pobres e o desejo de salvaçao” (DA 267). Por sua “constante meditaçao da Palavra e das açoes de Jesus (cf. Lc 2,19. 51), é a discípula mais perfeita do Senhor” (DA 266).
Em seu rosto “encontramos a ternura e o amor de Deus” (DA 265). Ela é “a presença materna indispensável e decidida na gestaçao de um povo de filhos e irmaos, de discípulos e missionários de seu Filho “ (DA 524). Maria “cria comunhao e educa para um estilo de vida compartilhada e solidária, em fraternidade, na atençao e acolhida do outro, especialmente se é pobre e necessitado” (DA 272).
Maria “é artífice de comunhao” (...) que “atrai multidoes a comunhao com Jesus e sua Igreja, como experimentamos muitas vezes nos santuários marianos” (DA 268). Ela “ajuda a manter vivas as atitudes de atençao, de serviço, de entrega e de gratuidade”, indicando assim “qual é a pedagogia para que os pobres, em cada comunidade Crista, “sintam-se como em casa” (DA 272)
Concluindo: Rezemos comunitariamente o Santo Terço, pois: “de acordo com a tradiçao alfonsiana, todos os confrades diariamente honrarao a Bem-aventurada Virgem. A todos recomenda-se a recitaçao do Santo Rosário, para que com gratidao recordem e imitem os mistérios de Cristo, dos quais Maria participou.” ( Const. 32)
Texto adaptado para os Missionários Redentoristas - da Província de Campo Grande - por Pe. José Afonso Tremba, CSSR.
Nossa Senhora Aparecida - 12 de outubro - Mãe e Mestra Missionária no Brasil
A imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontrada por dois pescadores do Rio Paraíba do Sul, na região de Guaratinguetá, estado de São Paulo, por volta do ano de 1717. Os pescadores Domingos Martins Garcia, João Alves e Filipe Pedroso já pescavam há bastante tempo, sem que conseguissem tirar peixe algum das águas do rio. Foi quando João trouxe em sua rede a parte correspondente ao corpo da imagem e, depois, lançando a rede um pouco mais distante, trouxe nela a cabeça da Senhora. Dali por diante, a pescaria tornou-se copiosa e, receosos de que a quantidade de peixe trazida para os barcos ocasionasse um naufrágio, os três amigos voltaram para casa, trazendo a imagem e contando a todos o prodígio que haviam vivido.
O culto à Senhora não tardou a tomar vulto. À imagem, que representa Nossa Senhora da Conceição, logo foi dado o nome de Aparecida, por ter aparecido do meio das águas nas mãos dos pescadores. Inicialmente instalada em uma capela na vila dos pescadores, já por volta do ano de 1745 teve sua primeira igreja oficial, em torno da qual viria a nascer o povoado e o santuário de Aparecida.
A consagração de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil ocorreu em 31 de maio de 1931, em uma celebração que reuniu, já naquela época, um milhão de pessoas. Os padres redentoristas, responsáveis pelo Santuário Nacional de Aparecida, foram os grandes animadores da construção da Basílica que hoje abriga a imagem da Senhora.
O projeto grandioso teve início em 1955, com a concretagem da nave norte. Construído em forma de cruz, possui capacidade para abrigar 45.000 pessoas e possui uma infraestrutura especial para o atendimento de romeiros que procuram o lugar durante todo o ano para prestar culto à Padroeira.
No dia 04 de julho de 1980, oPapa João Paulo II, em missa celebrada no Santuário, consagrou a Basílica, que recebeu o título de Basílica Menor.
Durante todo o ano acorrem ao Santuário romarias organizadas por grupos religiosos. Algumas, porém, são bastante inusitadas e merecem destaque. No terceiro domingo de maio, ocorre a Moto-romaria, onde motociclistas do Brasil, e de outros países da América Latina, se reúnem no local. No 3º sábado de junho, celebra-se o Dia Nacional do Migrante. E, em 7 de setembro, desde 1995, realiza-se o Grito dos Excluídos, que coincide com a Romaria dos Trabalhadores.
Oração à Nossa Senhora Aparecida
Nossa Senhora Aparecida, aqui tendes, diante de vossa imagem, o vosso Brasil, o Brasil que vem novamente consagrar-se à vossa maternal proteção.
Escolhendo-vos por especial padroeira e advogada de nossa Pátria, nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Que seja vossa a sua natureza exuberante, vossas as suas riquezas, vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios, vossas as cidades e as indústrias, vossa a sociedade, os lares e seus habitantes com tudo o que possuem, vosso, enfim, todo o Brasil.
Sim, Senhora da Conceição Aparecida, o Brasil é vosso. Por vossa intercessão temos recebido todos os bens que Deus nos prodigalizou e muitos ainda esperamos receber.
Obrigado por tudo, Virgem Mãe Aparecida. Abençoai, Senhora, o Brasil que vos agradece, o Brasil que vos ama, o Brasil que é vosso.
Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa fé, defendei o Santo Padre, assisti os nossos bispos, santificai o nosso clero, amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo, guiai a nossa mente no caminho do bem e da verdade.
Rainha do Brasil, mãe de todos os brasileiros, venha a nós o amoroso reino do Pai. Por vossa mediação, venha à nossa pátria o Reino de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. Amém.
Nossa Senhora de Guadalupe Mãe Missionária das Comunidades
Nossa Senhora de Guadalupe é padroeira do México, e a história de sua aparição desafia a ciência moderna.
No dia 9 de dezembro de 1531, na cidade do México, Nossa Senhora apareceu ao nobre índio Quauhtlatoatzin — que havia sido batizado com o nome de Juan Diego — e pediu-lhe que dissesse ao bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra. Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista” — poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938.(2) Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.
Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...
O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.

ROMARIA DE NOSSA SENHORA DE GUADALUPE

Participe da 26ª Romaria de Nossa Senhora de Guadalupe, que este ano tem o lema "Com Maria aprender a rezar a Palavra de Vida."
Confira a programação:
PROGRAMAÇÃO
Dia 22 de Outubro - Sábado: Romaria a pé, dos Jovens
22h - Vigília na Matriz da Paróquia Santa Teresinha;
23h - Celebração Eucarística de Envio na Matriz da Paróquia Santa Teresinha;
24h - Bênção de início da caminhada rumo ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, seguindo um trajeto pelo interior preestabelecido.
Dia 23 de Outubro - Domingo: Romaria Arquidiocesana
7h - Celebração Eucarística de acolhida dos romeiros jovens no Santuário
7h - Celebração Eucarística de abertura da Romaria na Catedral Metropolitana São Francisco de Paula;
8h - Início da procissão motorizada com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe saindo da Catedral rumo ao Santuário na Cascata;
8h - Acolhida das Caravanas dos romeiros junto ao largo da Cascata
9h - Acolhida da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe no largo da Cascata e início da caminhada subindo a Colina do Santuário;
10h - Acolhida da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe e Celebração Eucarística Solene junto ao Santuário;
12h - Almoço em clima de partilha fraterna;
13h30 - Oração do Rosário com todos os romeiros;
14h - Coroação de Nossa Senhora com a participação de crianças catequizandas;
14h30 - Bênção especial aos romeiros e seus objetos religiosos;
15h30 - Adoração e bênção do Santíssimo Sacramento;
16h - Encerramento da romaria com o envio dos romeiros
16h30 - Celebração Eucarística para os trabalhadores das equipes de serviço no Santuário.
OBS.: Haverá atendimento para o Sacramento da Reconciliação (Confissão) ao longo de todo o dia, menos no horário da Celebração Eucarística das 10h, no pavilhão dos hóspedes ao lado do Santuário.